Seu restaurante é lembrado ou só escolhido?
Quando um restaurante perde clientes, a primeira reação costuma ser investir em divulgação. Mais anúncios. Mais promoções. Mais posts nas redes sociais. De fato, isso ajuda, mas é uma solução grosseira para um problema refinado.
Nesses casos, há uma pergunta que deveria vir antes de qualquer investimento em marketing:
As pessoas conhecem o seu restaurante ou conhecem a sua marca?
Conhecer um restaurante significa saber que ele existe. Conhecer uma marca significa entender por que ela merece ser escolhida.
Essa é a função de um bom branding.
Cuidado para não confundir!
Existe um equívoco bastante comum no mercado: associar branding apenas à identidade visual. Para muitos empresários, branding significa criar um logotipo bonito, definir uma paleta de cores e manter um Instagram organizado.
Tudo isso faz parte da construção de marca.
O branding é o processo de construir uma percepção consistente na mente do consumidor.
A NielsenIQ define branding como a estratégia que comunica de forma consistente a proposta única de uma empresa. Para isso, combina entendimento profundo do consumidor, propósito, experiência e consistência em todos os pontos de contato.
Em outras palavras, branding responde a uma pergunta simples:
“O que faz alguém lembrar do seu restaurante quando pensa em comer?”
Se a resposta for apenas “o preço”, existe um problema.
O Food Service mudou. O consumidor também.
Durante muito tempo, localização era uma das principais vantagens competitivas de um restaurante. Depois vieram os aplicativos. Hoje, um consumidor pode comparar dezenas de opções em poucos segundos.
Tudo aparece na mesma tela.
Quando os produtos parecem semelhantes, o consumidor dá preferência ao significado. Ele busca marcas que transmitam confiança, valor e identidade.
Não é por acaso que restaurantes aparentemente parecidos apresentam desempenhos completamente diferentes.
A diferença está na percepção.
Como traduzir branding em força
Segundo a Kantar, apenas cerca de 25% da força de uma marca vem da comunicação. Os outros 75% são construídos pelas experiências que o cliente tem com ela, incluindo produto, atendimento, serviço e todos os pontos de contato.
Para ilustrar esse ponto, imagine dois restaurantes.
Os dois servem um hambúrguer de qualidade semelhante.
O primeiro entrega rapidamente.
O segundo também.
Mas um deles possui uma comunicação coerente, embalagem personalizada, atendimento consistente, identidade própria e uma experiência que faz sentido do início ao fim.
Qual deles tende a ser lembrado?
Por isso, branding não é luxo, é um fundamento.
É justamente esse conjunto de experiências que fortalece uma marca. A luta de muitos estabelecimentos deixou de ser por produtos melhores, já que agora é uma disputa por identidade e propósito em meio a tantos outros negócios semelhantes.
Experiências significativas e diferentes geram mais fidelidade, maior capacidade de cobrar preços premium e crescimento sustentável. O cliente não separa produto e experiência.
Ele avalia tudo como uma única percepção.